A 18ª edição do Tecnoeste (Show Tecnológico Rural do Oeste Catarinense), com o tema “Onde o campo evolui”, realizada entre os dias 10 e 12 de fevereiro de 2026, encerrou com avaliação extremamente positiva. Promovido pelo Instituto Federal Catarinense – Campus Concórdia e Copérdia, o evento reafirmou sua posição como um dos maiores expoentes do agronegócio no Sul do Brasil e como o maior evento de Extensão, Tecnologia e Inovação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que engloba todos os Institutos Federais do Brasil.
A diretora-geral do IFC Concórdia, professora Alessandra Portolan, avalia o evento como extremamente positivo, pela união da inovação técnica, o compromisso ambiental e a difusão do ensino de excelência. “Nossos estudantes tiveram sua formação aprimorada por meio da participação na feira. O IFC é a mola propulsora da formação profissional para a região”, diz.
A organização do evento investiu significativamente na experiência do visitante. As ruas do parque foram totalmente cobertas, garantindo proteção contra o sol intenso e facilitando o deslocamento. A mobilidade também foi um ponto alto, com o uso de carros elétricos para o transporte de idosos e pessoas com deficiência (PCDs), reforçando o compromisso do IFC com a acessibilidade. Outro diferencial foi a redução do uso de materiais impressos, visando reduzir impactos ambientais e custos. Para dar suporte a essa transição, foi disponibilizado wi-fi liberado em todo o parque, permitindo que os visitantes acessar programações e mapas do evento diretamente em seus dispositivos móveis.
Conforme o reitor do IFC, professor Rudinei Kock Exterckoter, o Tecnoeste mostra a preocupação não apenas com o setor agropecuário, mas também com o Ensino, a Pesquisa, a Extensão e a Inovação. “A interiorização da Rede Federal nos permite interagir com os diferentes setores produtivos. Isso faz a diferença, porque o produtor chega nesse evento e não encontra apenas a tecnologia que está procurando, mas também as opções de educação formal na área, no campus Concórdia do IFC e nos outros campi representados aqui”, diz.
Uma das novidades trazidas pelo IFC foi a integração com outros Institutos Federais para apresentação de pesquisas acadêmicas durante o evento. Do Paraná, o IFPR trouxe o projeto intitulado “Segurança Logística no Agronegócio: Desenvolvimento de um Sistema IoT para Prevenção de Vazadas”, coordenado por Gil Eduardo de Andrade. O IFB (Brasília), apresentou o trabalho “Avaliação Fitopatométrica da Cercosporiose do Cafeeiro utilizando a Linguagem R”, coordenado por Nilton Nélio Cometti. De Goiás, o IFG (Goiano) mostrou a pesquisa “Bioinsumos na saúde do solo em área de produção de tomate para processamento industrial”, coordenado por Nadson de Carvalho Pontes. O Amapá (Ifap) esteve representado pela pesquisa intitulada “Potencialidades da Bioeconomia em Porto Grande – AP: Produção de bebida fermentada para o aproveitamento de resíduos agroindustriais do abacaxi (Ananas comosus), coordenado por Fernanda C. Zaidan, e o Alagoas (Ifal), com a proposta “Tecnologia digital para o monitoramento sustentável da pesca artesanal continental em sistemas fluviais rurais”, coordenado por Jordana Rangely Almeida Santos de Oliveira. Os trabalhos realizados em diferentes áreas com aplicações inovadoras para a vida e o trabalho dos brasileiros representam também a diversidade e dimensão das realizações dos Institutos Federais por todo o país.
O sucesso de público no Tecnoeste fica evidente pelos números: estima-se que 30 mil pessoas visitaram o parque durante os três dias de evento. Além disso, cerca de 300 empresas e instituições parceiras apresentaram suas tecnologias e inovações para o campo. Mais do que levar conhecimento técnico e inovação, o Tecnoeste também se mostra como uma força para a economia da região. A movimentação financeira engloba desde a hospedagem em hotéis e aluguel de residências para a estadia dos expositores, até a projeção de grandes negócios no setor de máquinas e equipamentos.
A cada edição, o evento supera as expectativas. Percebe-se que os produtores que visitam saem da feira satisfeitos com as novidades que podem melhorar o trabalho no campo, a logística funciona bem, desde o estacionamento até a praça e alimentação. O clima, apesar do calor intenso, colabora para a visitação e manutenção da estrutura. “O Tecnoeste 2026 deixa um legado de inovação tecnológica, sucessão familiar e qualidade de vida no campo, preparando o terreno para que a próxima edição continue a fortalecer o agronegócio regional e nacional”, resume Portolan.
Cecom IFC Concórdia